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domingo, abril 20

Ascendente em Peixes

Postado por Ariana Fernandes às 14:44 0 comentários
Tudo começou com uma caneca caindo ao chão e se partindo em mil pedaços
De repente começou a chover
Não era uma chuva bonita e doce
Dessas em que se corre pelo jardim
Meio correndo, meio voando
E depois
Com cobertor e café
Se encolhe na varanda para assistir o arco-irís
Não.
Não era dessas.
Era daquelas
Com trovões e crianças escondidas embaixo da cama
E eu falei:
"não vai agora.
Não me deixa aqui.
Pela chuva, e os trovões, e as crianças
Não vai."
Mas ele não escutou
E saiu batendo os pés em direção ao sol.

quarta-feira, janeiro 15

desaba(fo)

Postado por Ariana Fernandes às 20:56 0 comentários
Diante de mim, mulher, não sou.
Não quero ser.
És pai da menina que fui
do sono que nunca velaste
e das lágrimas que nunca enxugastes.

És pai da dor da menina que fui.

Ah, como queria ser de novo menina em teus braços esporádicos
e me abandonar admirando tuas mãos.

Uma gaita
Uma bicicleta
Um cachorro
Um sorriso
preso em uma fotografia
no rosto de uma bailarina
que abraçava o pai.

Ninguém te ensinou os caminhos, bem sei
mas não podemos passar a vida
nos escondendo da dor.
Nem deixar um rastro de dor
por todos os nossos caminhos
Pois os fantasmas do passado
ah, meu bem, esses nunca nos abandona.

A entrega é necessária
E é essa a beleza dos encontros.
E eu tô cansada de pisar em ovos.

Obrigada, pai!
Por tudo que não me destes.

sexta-feira, novembro 15

Condicional

Postado por Ariana Fernandes às 17:51 0 comentários
Ou, desabafo de fim de tarde em um feriado reflexivo

Triste da criatura em que
a felicidade reside em uma bolinha verde.

E eu sigo
enrolada como meus cabelos
porque o medo não paralisa
o pulo
no abismo
desconhecido.

Uma tentativa
(frustrada)
pela facilidade de não ser-sentir.

Respiração no meu
(fone de)
ouvido.
Um milhão de promessas
E a ansiedade pelo
(primeiro)
encontro.


O que eu queria, o que eu fazia,o que mais? ♫

segunda-feira, setembro 23

[e]ternamente cultivado

Postado por Ariana Fernandes às 01:09 0 comentários
O coração é terra que ninguém vê. E dói.
Dói se sentir tão pequena,
quando sei que existem inúmeros mundos dentro de mim.
Invisível.
Quando eu era pequena e me sentia triste gostava brincar de ser invisível.
E me trancava no guarda-roupa.

E aí agora eu era a princesa do reino das águas-claras.
E aí agora eu era uma guerreira medieval.
E aí agora eu era uma super-heroína, com capa e tudo.

Agora o guarda-roupa encolheu.
Não cabe nem minhas roupas, imagine os meus sonhos...

Um dia me perguntaram por que eu me calo, e eu disse:
não, é só um grito.
Um anjo me falou que você se acostuma e vai vivendo.
É só?

A maneira como suportamos o vazio é o que determina se merecemos que ele se encha...

Nerdice Metalinguística

Postado por Ariana Fernandes às 01:07 0 comentários
Há uma linha tênue entre ilusão e realidade.
Homens podem sim voar
só não digam que isso parte de uma mente doentia.
Em clínicas há jardins.
Pássaros.
Borboletas.
O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu.
Ícaro, maluco, espera por mim.
Escrevo nos ares
com a tinta invisível dos sonhos.
Poderia escrever no teu corpo
aí dava pra apagar com a língua.
E eu faço questão de errar.
Tenho uma dupla personalidade
entre a ruiva boazinha e a Fênix.
Dupla personalidade = Esquizofrenia
Seria melhor se a gente pudesse viver o gibi...
Wolverine que era macho, man.

domingo, abril 28

Postado por Ariana Fernandes às 19:49 2 comentários

Eu não vou dizer o que eu quero dizer
Pois não cabe

Mas não vou me calar
É madrugada

[...]

Foi só você sorrir
e eu aprendi a torcer
e enlouquecer quando é jogo do Timão

Foi só você sorrir
pra fazer o mundo parar de girar
em um show do Cabruêra

Foi só você sorrir...

Eu vou buscar a lua
pra combinar com as duas estrelas dos teus olhos
É só você sorrir

Vou segurar tua mão com tanta força
pra ninguém nunca mais ter que partir
É só você sorrir

Vou decorar esses versinhos pobres
e escrever na tua porta com giz
É só você sorrir

É só você sorrir...